Monday, May 28, 2007

banda sonora


O silêncio. O direito ao silêncio.
O porquê dos phones? Porque muitas vezes o ruído envolvente é insuportável, e ao ser obrigado a escutar sempre algo, que ao menos esse algo escolha, elija, aceite.
Das terriveís baladas de centro comerciais...
ao som dos travõs do metro, ás buzinas, á sujidade das chamadas em espera, ás batidas como pregos que saltam dos phones do oleoso chaval que acaba de entrar.
Desço a rua com Leonard Cohen, passo entre Bilbau e San Bernardo com Tom Waits, como uma sandes com Miles Davis. Paguei eu a conta, o Charlie Parker não tinha dinheiro.
Encontro Carla Bruni atrás de uma bilheteira ferrujenta, em conversa libidinosa com Jorge Palma que nos confidencia sentir ciúmes de Jacques Brel e de Nina Simone.
- É normal, grita Jeff Buckley enquanto desmaia ao som de Hallelujah.
Passa ao largo Vinicius de Moraes enrolando uma partitura que mais tarde fumará com Caetano, trocando telefones com Zeca Afonso e Billy Joel que
avançam alcatrão fora ao leme de um barco ao som de "My name is nobody" de Enio Moricone em mais um épico de Henry Fonda e Terence Hill.

The End.

Sunday, May 27, 2007

Apesar de ser a maior plataforma mundial de blogs e respectivos sub-sistemas, o blogger demonstrou sempre ao longo da sua vida uma mediocre coerência. Nunca surpreendendo pela positiva, fica assim este almanaque sujeito a alterações e erros diversos.
Ao buscar alternativas, consulto as nova ferramentas do sapo, ponderando migração para essa plataforma nacional, sabendo no entanto que o ódio visceral que me inunda ao universo lobbysta PT condiciona a pifía decisão.

É provável que mais cedo ou mais tarde, assim a lua alinhe com saturno, este almanaque mude de poiso.

Wednesday, May 23, 2007

Neno e o milagre das redes


Neno é alvo de devoção por parte de um grupo de quase uma centena de pessoas de Santarém, os "Devotos de Neno", cuja "fé" nasceu quando o guardião ficou preso nas redes de uma baliza e deslocou somente o maxilar. Um milagre, dizem. Equiparando-o a um Deus e baseando-se na igreja católica, celebram o Nenatal no dia 27 de Janeiro, aniversário de Neno, que nesse dia recebe anualmente "um sem número de telefonemas" dos seus fiéis. "De há uns anos a esta parte isso tem vindo a acontecer, mas nos dois últimos assumiu uma maior dimensão. É gratificante ver que pessoas que nem conheço reconhecem o meu trabalho. Já lhes prometi que irei visitá-los, para conviver um pouco com eles. Talvez no próximo aniversário".
In "O Jogo Online"

"É gratificante ver que pessoas que nem conheço reconhecem o meu trabalho."
Mas qual trabalho!? O trabalho de se pendurar pelos dentes numa rede?

Aqui fica a morada do fã clube;
www.devotosdeneno.blogspot.com

Tuesday, May 22, 2007

por menos que isto a padeira foi aos cornos aos outros


O espanhol é um bicho por natureza barulhento. O espanhol quando á solta fora do seu habitat natural, (por exemplo em Lisboa) torna-se ainda mais ruidoso.
A experiência de percorrer as ruas da capital alfacinha dentro de uma viatura com um espanhol como co-piloto, roça a demência de um domador de ursos fechado dentro de uma jaula plena de jacarés.
Não há Rádio Orbital ou qualquer rádio afim em que as batidas africanas, ou o pop dos anos 90 seja rei, que passe sem cantorias no volume máximo possível do cantante automóvel. Isto durante horas a fio mes amis, e qualquer Tony Carreira soa como bálsamo aos pavilhões auriculares.
Enquanto fuma hectares de nicotina de janelas fechadas, atira o braço á buzina do condutor logo que avista fêmeas por entre a névoa de fumo. Porquê? Porque em Espanha é assim, diz-me o grunho qual trolha de andaimes montado em fato e gravata.

Posto isto, um individuo avalia várias vezes qual o grau de ferimentos causados ao atirar um passageiro em andamento da viatura, mas, um individuo conscencioso, conclui igualmente que agressões e escoriações multiplas á entidade patronal é coisa que não cai bem no curriculum vitae.

Monday, May 21, 2007

Qual a melhor prenda de anos? Mais anos.

Sem dramatismo, ver o se ficar apenas em se, remonta-me ao básico da existência.

A Ti muito obrigado.


american classics

Wednesday, May 16, 2007

conversa de bancada


Fernando Negrão não parecendo á primeira vista, é bem capaz de ser a jogada mais melhor boa epá cum catano, fónix é memo bem esgalhada pelo PSD, para concorrer á CML. Quem melhor para pôr fim á corrupção e devolver credibilidade que um ex-director nacional da Policia Judiciaria? Ai o problema é a corrupção? Manda-se para lá um xota! Vai tudo á bastonada!

Mister Mendes; Mesmo que não ganhe com este jogador (muito provável), não perde Sintra, e ao apostar num valor quase desconhecido, tanto se pode revelar em mais um flop, como na descoberta de um novo Miguel politico. Perdendo ninguém imputa responsabilidades ao mister, pois no estado em que estava o jogo pedir mais seria impossivel, ganhando será reconhecido como grande estratega e caça-talentos.

Um Fernando Chalana da politica, portanto.

Bem jogado miúdo!

Tuesday, May 15, 2007

breve boletim

Parque do Retiro - 16 horas - um calor egipcio

Gente sem camisola e em trajes banhistas espalha-se relva fora como se de o areal da Nazaré se tratasse. Há rádios e piqueniques, cães e bolas. Há tudo aquilo que é mau na praia. Falta tudo aquilo que é bom. Não há mar para mergulhar nem barulho das ondas para adormecer. Resumindo; uma merda.

o povo é sereno

Monday, May 14, 2007

...depois da RTP Memória,

www.youtubememoria.blogspot.com

é um bocado isso é


O mal de ler autores daqueles com A grande, é a azia que nos provoca no estômago. A impotência de nos sabermos incompetentes perante tamanhos tratados de ortografia que de tão boa deveria ser proibida por ser consequentemente pornográfica.
Inclusivamente citá-los chega a roçar (com a pélvis) o grotesco, pois de alguma fora alvitra ares de importância guardar tamanho testemunho entre unhas. Quase temos (repare-se na esquizófrenia do autor que continua a utilizar nós quando se refere na realidade apenas a um individuo) vergonha de os comentar alto e bom som em praça pública sob pena de acusações de auto-enrequecimento pancreático fácil. Novo riquismo mesmo. Pancreático, pois como é sabido nas culturas amazónicas do Douro, este tipo de essências deposita-se no pâncreas para uso posterior. Como vinhaça em tonel de madeira que vai largando as borras no fundo.
Em overdose a pedir internamento, intervalo Dosteyevsky com Herman Hësse e meio quilo de massa tipo paralelipipedo de ontem ao almoço, deixando Kafka para o jantar pois conforme experimentei cai melhor com pataniscas. Sem pretensões marcelerianas pois nem sequer tirei o relógio, limito-me a tentar dedicar todo o tempo tecnicamente disponível que essa gente me merece. Incluindo tempo de retrete. Quality time portanto que vai para o galheiro, em detrimento das viagens de auto-descoberta de Siddharta e do niilismo infâme de Raskolnikov mais todo a corja processual de Josef K.

* posta escrita com a intênção de me pintar mais culto do que realmente sou e assim tentar enganar alguém que possa aqui vir ao acaso e ficar impressionado ao ponto de escrever para o malato e o gajo me convidar para o programa dele para assim me tornar um individuo nomeadamente conhecido na aldeia dos meus pais onde nem no cafe central sabem o meu nome. Parecendo que não são esses pequenos nadas que fazem a vida a um gajo.